Jean-Michel Basquiat: últimos dias para ver exposição em SP

Postado por Mariana Manetta em 05/abr/2018


(redação)

 Mostra com mais de 80 obras de gênio neo-expressionista pode ser vista no CCBB São Paulo até sábado (7). Depois, segue para Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

– Está chegando ao fim em São Paulo a mostra gratuita “Jean-Michel Basquiat – obras da coleção Mugrabi”, maior exposição sobre o jovem gênio do neo-expressionismo já realizada na América Latina. O público tem até este sábado (7) para conferir as obras no CCBB São Paulo. Depois disso, ela segue para Brasília, Belo Horizonte e Rio de.

– Basquiat viveu apenas até os 27 anos, mas produziu mais de 2 mil obras e, ainda vivo, teve uma carreira meteórica. Chamou atenção de críticos e, aos 21, foi o artista mais novo a expor na Documenta de Kassel, importante mostra de arte contemporânea realizada a cada 5 anos na Alemanha

– Ele era negro, de ascendência afro-caribenha – rara exceção entre artistas da época. Seu estilo, contemporâneo à explosão do hip-hop em Nova York, uniu arte e linguagem das ruas exaltando o espírito da cidade nas décadas de 1970 e 1980, além de abordar temáticas importantes, como a representatividade do negro na arte e na sociedade

– ‘Acredite ou não, eu sei desenhar. Mas quase sempre tento lutar contra isso.’ A frase de Basquiat resume bem o motivo do fascínio por suas obras. Os traços que lembram rabiscos infantis preenchem o olhar em quadros ou peças que vão de simples caricaturas de amigos em pratos de porcelana a colagens e pinturas em estruturas com mais de 2 metros de altura

 

-Basquiat começou rabiscando poemas nas ruas, por isso sua associação direta ao grafite e à pichação. Ele assinava os rabiscos que fazia com o amigo Al Diaz como ‘SAMO’, sigla que inventaram para ‘Same old shit’ (‘Mesma merda de sempre’). A exposição traz fotos que mostram algumas dessas intervenções

 

– A variedade de suportes e materiais usados por Basquiat em suas obras chama atenção. Na mostra, é possível ver bem de perto até onde ia a criatividade do   artista, como no exemplo abaixo, em que ele usou até penas na composição. Atenção, no entanto, aos alarmes que disparam quando alguém se aproximar demais das obras

– Um elemento bastante repetido nas obras de Basquiat é o desenho de uma coroa com três pontas. È comum passar a procurar coroas nas peças da mostra – algumas delas estão “escondidas”

 

– No ano passado, uma pintura de Basquiat quebrou recordes em um leilão. “Sem título” (1982) foi vendida por US$ 110,5 milhões – maior valor já pago pela obra de um artista americano na história, e por qualquer obra produzida no mundo a partir da década de 1980. A mostra inclui peças contemporâneas a essa obra

 

– Em 1981, ele vendeu seu primeiro quadro para a vocalista da banda Blondie, Debbie Harry, por US$ 200. Debbie inclusive aparece na mostra, em participação no filme ‘Downtown 81’, protagonizado por Basquiat e exibido na íntegra em uma salinha

 

– Atropelado ainda criança, Basquiat ganhou de sua mãe o livro ‘Gray’s Anatomy’, um clássico da medicina com diversas ilustrações do corpo humano. O livro se tornou grande inspiração em suas obras, o que é visto repetidas vezes na mostra. Também originou o nome de sua banda, Gray, que aparece em ‘Downtown 81’

– Uma amizade muito importante na vida e na carreira de Basquiat foi com Andy Warhol, ícone da cultura pop. O impacto da morte de Warhol em 1987 foi grande sobre ele; no ano seguinte Basquiat foi encontrado morto por overdose. Na exposição é possível ver quatro obras que foram fruto dessa parceria

 

Serviço:

Jean-Michel Basquiat – obras da coleção Mugrabi

Local: CCBB São Paulo – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Horário: de 9h às 21h

ENTRADA GRATUITA

* para evitar filas, é possível retirar ingresso (também gratuito) para visita agendada pelo site

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