Cidá Samba e Samba da Elis recebem as mulheres Sambadas neste sábado as 13hs

Postado por CidáSamba em 17/jan/2018


SAMBADAS foi criada após a reunião das integrantes para um evento em celebração do dia das Mulheres, no 8 de março de 2015, organizado pelo restaurante Pau-Brasil na Vila Madalena. Na ocasião, as sambistas elaboraram um repertório em que as grandes intérpretes e compositoras do samba pudessem ser evocadas em toda a sua importância histórica nos percursos que o samba faz na sociedade brasileira.
A partir de então as SAMBADAS começaram a se apresentar em diversos espaços de samba e de discussão sobre a arte popular e a participação das mulheres no samba, nas lutas sociais e na formação de uma cultura transversal de gênero.
A roda de samba de mulheres SAMBADAS tem por objetivo desenvolver um trabalho coletivo em que a voz das mulheres seja presente nas diversas releituras de sambas e criações autorais realizadas pelo grupo.
Essa proposta de modo de produção e criação se dá pela necessidade de abertura espaços de construção poética no samba em que o protagonismo feminino se torne visibilizado e fortalecido através de metáforas e outras disposições simbólicas presentes e transformáveis no gênero. Nesse sentido, as releituras de grandes composições que tematizam o gênero e a atividade diária da mulher no mundo público e na música foram formalizadas pelas SAMBADAS sob novos arranjos elaborados para que se revele esteticamente uma camada crítica nos discursos de gênero também de compositores do sexo masculino, por exemplo.
As composições, portanto, são demarcadas politicamente como territórios não apenas de homens, como muitas vezes foi rezado na História “oficial” do gênero, mas também de mulheres enquanto agentes e pensadoras da musicalidade das rodas, das quadras, dos bares, dos meios públicos em que se constituiu a linguagem dos pandeiros.
Essa mulher homenageada pelas SAMBADAS é, sobretudo, negra e periférica pois o grupo tem como pressuposto político e estético as raízes sociais do samba, isso é, o gênero como manifestação originada em movimentos de cultura popular que, muitas vezes, foi mercantilizado e embranquecido para ser consumido pelas classes privilegiadas.

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